sexta-feira, 6 de junho de 2025

ECHO - Jin BTS

 


Há álbuns que chegam como reencontros. ECHO, de Jin, é um desses casos. O álbum veio com a sensação de uma conversa íntima com quem já o escutava com atenção. É o tipo de álbum que parece ter nascido entre memórias e referências que, de algum jeito, nos pertencem também. Quando conheci o trabalho do Jin, me veio à cabeça que a voz dele funcionaria perfeitamente nesse universo pop-rock sentimental, de melodias cheias de emoção e refrões que grudam de um jeito bonito. ECHO entrega isso, tudo isso sem que a essência do artista se perca em nenhum momento. A assinatura vocal de Jin, que antes explorávamos em momentos pontuais da discografia do BTS, agora ecoa com liberdade e autenticidade.

O single Don’t Say You Love Me já antecipa o tom emocional do disco. Jin opta por uma voz soprosa, diferente de seu habitual ataque firme, e o resultado é surpreendentemente íntimo. Há angústia nas entrelinhas, uma despedida dolorosa que se comunica mais pela interpretação do que pela letra em si. É o tipo de interpretação que embriaga devagar, porque carrega o peso de não saber como dizer adeus. O instrumental remete a nomes como Jonas Brothers e Post Malone, mas a canção mantém uma identidade própria, como uma balada pop que transita entre a vulnerabilidade e a necessidade de seguir. e seu timbre comunica o que as palavras mal conseguem: a angústia de ainda amar, mesmo quando é hora de soltar. Ele nos faz sentir, antes de entender.

Em Nothing Without Your Love, tudo cresce. A trilha é inspiradora, quase cinematográfica. A sensação é de vento no rosto. Daria para colocar essa faixa como trilha de um momento de recomeço. Seja uma viagem sozinha, uma audição corajosa, ou até mesmo apenas para aquela corrida na esteira da academia, com o coração cheio de planos. Uma faixa que te pega pela emoção positiva, pelo ritmo que dá vontade de seguir em frente.

Aí vem Loser (feat. YENA), e o álbum nos leva direto pra um lugar mais lúdico e leve. Há uma estética musical adolescente, algo entre Camp Rock e os primeiros discos dos Jonas Brothers. A forma como Jin canta “like a laser (loser, loser)” me fez visualizar uma cena: ele surgindo no palco, vindo do nada com um grupo dançando, sorrindo, existindo sem medo do rótulo. É teatral, nostálgico, divertido. E sim, há algo artistas Disney aqui também. Mas novamente, com o vocal de Jin tomando a frente de forma inconfundível.

Rope It é um deleite à parte. Com um pé no country pop, é o tipo de faixa que poderia estar em Footloose 2, ela pede chapéu, bota, luzes quentes e uma coreografia contagiante. Mesmo assim, Jin não tenta fazer um sotaque country ou ajustar sua voz ao estilo. Canta com sua própria voz, sem disfarces, o que torna a experiência ainda mais autêntica.

Em With the Clouds o clima muda e vem como uma corrente alternada de sensações. Ela começa com uma atmosfera etérea, quase hipnótica, como se flutuássemos, até que uma virada inesperada quebra o transe e nos devolve à realidade. Tem algo de rock dos anos 2000, mas não se prende a fórmulas. O uso do violino dá à faixa um toque agridoce, entrelaçando o country ao pop-rock moderno e nostálgico. A canção é feita de nuances. Como as nuvens, muda sem avisar, uma faixa que te pega justamente por não seguir uma linha reta, e é bonita em cada versão.

Mas é em Background que o tempo parece parar. Jin desce o tom, canta com a alma em baixa frequência, uma música que parece pulsar junto com o coração da gente. A linha vocal grave conduz a faixa como se Jin estivesse contando um segredo. O efeito da palavra “background” ecoando, quase como se estivesse se fundindo ao nosso próprio tempo interno, é uma das escolhas mais sensíveis do álbum. É mais do que uma sensação de faltar o ar. É como se o pulmão se enchesse ainda mais de oxigênio. Como se o som dele ocupasse espaço no corpo da gente, nos preenchendo de dentro pra fora. Talvez por vir depois de uma sequência emocionalmente construída, ela atinge com mais força. E permanece por um tempo.

Fechando o álbum, To Me, Today traz de volta a energia do rock adolescente, com refrão marcante e guitarras vibrantes. Mais uma vez, brinca com estilos sem perder a essência. Ele entrega versatilidade, mas nunca se dissolve nos gêneros. Ele os absorve. Jin reafirma a versatilidade de Jin sem abrir mão de sua identidade. Há consistência, mesmo na diversidade.

Apesar de passear por estilos distintos, o álbum nunca se dispersa. Há um fio condutor invisível: Jin. Ele não se esconde atrás dos gêneros que interpreta. Pelo contrário, se mostra ainda mais nítido em cada um deles. Ao invés de se moldar às referências, ele as absorve e as traduz com sua própria linguagem. É como se dissesse: “posso ser tudo isso, e ainda assim ser só eu”.

Talvez o álbum tenha me tocado tanto porque, de alguma forma, me levou de volta à adolescência. Talvez porque somos da mesma geração, e ele tenha escutado as mesmas coisas que eu. Há aqui um convite ao retorno, não ao passado em si, mas ao sentimento de quem fomos e, de certa forma, ainda somos. Talvez por isso o disco soe tão familiar. Talvez por isso, soe tão verdadeiro. Mas também porque ECHO fala da liberdade de ser múltiplo, de ter referências diferentes e não precisar escolher só uma. Não somos uma coisa só, e Jin mostra isso com delicadeza, força e autenticidade.


sábado, 8 de fevereiro de 2025

Resenha Crítica - RM: Right People, Wrong Place (2024)

 


O documentário "Right People, Wrong Place" proporcionou-me uma perspectiva inédita sobre Kim Namjoon. Em vez de ver apenas o RM consagrado do BTS, pude enxergar um indivíduo em constante descoberta, um homem em formação, cuja autenticidade me despertou o interesse.

Enquanto muitos espectadores se deixavam levar por reações emocionadas e pela idealização do ídolo, eu observei com o olhar de quem está familiarizada com ambientes de produção e processos criativos. Para mim,

o estúdio e o trabalho meticuloso por trás do álbum e dos clipes eram parte natural do meu universo. Já os fãs, acostumados a venerar cada gesto e traço do ídolo, traziam consigo expectativas que eu, não. Pois eu não o conhecia. Assim, meu foco estava na técnica, na criação e no processo artístico, e não na presença de uma figura consagrada.

Essa postura permitiu-me reconhecer a beleza de um início de trajetória, mesmo diante de incertezas. Notei, inclusive, uma inexperiência, citada por ele mesmo, que, longe de desmerecer sua jornada, o humanizou e evidenciou a coragem de recomeçar como alguém individual. Acompanhar seu processo de autoconhecimento e suas reflexões profundas foi inspirador, embora em alguns momentos uma melancolia se manifestasse, talvez uma certa visão pessimista de Namjoon sobre algumas coisas da vida, uma tonalidade que, talvez, possa se transformar em uma visão mais otimista com o tempo. Assim desejo vê-lo no futuro.

Enquanto muitos se encantavam com detalhes superficiais, como comentários sobre a aparência, o que realmente se destacou para mim foi o Kim Namjoon que se revela, como um homem comum, por meio da arte e da busca interna, e não um ídolo em exposição. Um depoimento de um amigo, ao afirmar "Esse é um lado dele que é novo para mim", sugeriu que ele está em constante transformação ou que, talvez, nunca tenha sido plenamente quem verdadeiramente é. Essa revelação despertou em mim o desejo de explorar ainda mais as músicas do álbum e entender os contextos.

A experiência sensorial evocada por "Come Back to Me" foi marcante, para mim, ressaltando que o álbum demanda uma escuta atenta e um envolvimento singular, não se trata de um trabalho popular, mas de uma obra para aqueles que se dispõem a mergulhar em sua intensidade.

Durante a gravação de um clipe, presenciei uma cena de confronto que evidenciou tanto a energia do ambiente criativo quanto a paixão exacerbada de alguns fãs. Em meio a esse episódio, ficou claro que, independentemente do status, Kim Namjoon é, antes de tudo, um ser humano, sujeito a desafios e em constante evolução, um jovem profissional que ainda está escrevendo sua trajetória. Alguém que está só começando. E há algo bonito nisso. Não o RM, líder do BTS. Não foi quem eu vi ali.

E, talvez, essa tenha sido a intenção dele o tempo todo.

No fim, gostei do que vi e da pessoa que ali se revelou. Fiquei genuinamente interessada em conhecer mais desse Namjoon que, em processo de descoberta, se mostra autêntico e em desenvolvimento.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O primeiro homem, ou não! O homem foi a lua?



Foguete Saturno V decolando no dia 16 de julho de 1969, carregando o módulo Apollo 11. Foto: NASA


Em 21 de julho de 1969, às 2h56 no horário local (0h56 no horário de Brasília), um ser humano pisou pela primeira vez na Lua. O feito dos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foi transmitido ao vivo para 100 milhões de pessoas.  Depois de coletar material e passear pelo satélite natural durante duas horas e 45 minutos, os astronautas entram na Apolo 11, retornam em segurança no dia 24 de julho e viram heróis na Terra. 

A tripulação era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin "Buzz" Aldrin (piloto do módulo lunar). Ao todo, os astronautas ficaram 21 horas no satélite. Eles aproveitaram sua estada na Lua para fincar a bandeira dos Estados Unidos, recolher cerca de de 22 kg de material e fazer fotos.  Outras cinco expedições americanas chegaram lá até dezembro de 1972, totalizando 12 homens há pisar na lua. Depois disso, nenhum homem voltou ao satélite natural da Terra em mais de 46 anos.

Desde então, muitas teorias de conspiração foram criadas em apoio à idéia de que as alunissagens (ato de pousar uma nave espacial na lua) nunca aconteceram e que as imagens divulgadas não passaram uma farsa, dirigida pelo cineasta Stanley Kubrick em um estúdio de televisão no Estado de Nevada. Mas será que esta teoria faz sentido?  Mas os motivos, na verdade, são outros: dinheiro, relevância científica e, é claro, questões políticas. 

A teoria de que não fomos à Lua 48 anos atrás, é intrigante e levanta muitas suspeitas, porém, para alguns, pode ser desmentida facilmente. Alguns argumentos devem ser considerados. Vamos a eles.


Teoria da Conspiração



• Os vídeos mostram a bandeira dos Estados Unidos tremulando em solo lunar. Como isso é possível se a lua não tem atmosfera? Sem atmosfera, não há vento. Segundo a NASA, devido a pouca gravidade existente na Lua e ao fato dos astronautas terem acabado de tocar na bandeira, ela teria ficado tremulando sozinha ainda por algum tempo.


• Notou que nas fotos não aparecem estrelas no céu? Por outro lado, quantas vezes você tirou uma foto do céu e foi possível ver as estrelas nela? Porém, a distancia da lua para as estrelas é muito menor que a da terra. Além disso, se não existe atmosfera na Lua, as estrelas deveriam ser visíveis.

• Para que se forme a marca de uma pegada, teria de haver umidade no ar, mas todos nós sabemos que não há água muito menos ar na lua. Uma pegada, na Lua, poderia se desmanchar assim que a bota do astronauta levantasse do chão, tal como acontece no fundo do mar, onde há umidade aos extremos.

• Devido à ausência das partículas de oxigênio e outros gases que não estão presentes no vácuo, Aldrin não deveria estar visível nesta foto. As sombras na Lua deveriam ser totalmente pretas e, por não haver atmosfera, não deveria nem haver penumbra.

• Como três astronautas poderiam retornar a terra com o combustível necessário em um módulo tão pequeno?


• A temperatura na lua varia tanto, que seria impossível trazer uma única foto para exibir na terra. A NASA afirma com todas as letras que utilizou, durante a Missão Apollo 11, um filme especial da Kodak para bater as fotos, mas, a própria Kodak afirma também com todas as letras que tal filme não existe!


•  Distancias diferentes: Qual será o tamanho real da Terra vista da Lua? De acordo com a NASA, o diâmetro da Terra é 3,7 vezes maior que o diâmetro da Lua e a massa da Terra é 81 vezes maior que a massa da Lua. Como podemos ver nas duas imagens acima, a primeira foto mostra o tamanho da Terra mais próximo do real enquanto na segunda o tamanho da Terra vista da Lua menor é que o tamanho da Lua vista da Terra.


Desproporções no tamanho do planeta Terra visto da Lua.
• Será que a NASA teria enviado o homem a lua justamente na época em que ela estava mais distante da terra? A distância média da Terra pra Lua é de 384.400 km podendo variar de 363.300 a 405.500 km, portanto, mesmo que o homem tivesse sido enviado a Lua no momento em que ela estivesse mais distante do planeta Terra, não justificaria a disparidade nas imagens.

PS: Todas as imagens e dados científicos foram retirados do site da NASA.


Motivos para forjar a viagem

- A União Soviética já estava bem à frente na corrida espacial, até que um americano pisa na lua e imediatamente os Estados Unidos toma notoriedade e respeito novamente. Ninguém mais se lembra do 'A terra é azul' e passam a recordar de 'Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade'.

- A viagem foi realizada no auge da guerra fria, o mundo estava quebrado, especialmente os Estados Unidos. Como um país que não tem condições nem para comer poderia ter recursos financeiros para uma expedição espacial? 

- Após o sucesso da expedição, todos os grandes investidores internacionais iriam querer investir dinheiro no país mais evoluído tecnologicamente do mundo, e foi exatamente o que aconteceu. Hoje, os Estados Unidos é a maior potência mundial.



A história nos cinemas 


No dia 18 de outubro chega aos cinemas “O Primeiro Homem”, filme que conta a história do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar em território lunar. O lançamento deste filme traz consigo, novamente, uma questão que há muito desperta duvida entre as pessoas. Afinal, o homem realmente foi à lua?

O longa, baseado no livro "First Man: The Life of Neil A. Armstrong" de James Hansen, possui um recorte mais intimo, narrando a jornada da NASA durante o período de 1961-1969, através dos olhos do astronauta até que o grande passo para a humanidade fosse dado. A opção em trabalhar com a câmera como a visão do protagonista, proporciona ao espectador a sensação de estar na pele de Armstrong e o fascínio de enxergar o espaço e a lua pelo olhar dele. O filme conta com o roteiro do vencedor do Oscar Josh Singer e marca o reencontro do ator Ryan Gosling, que interpreta Armstrong, com o diretor Damien Chazelle, dupla que quase ganhou o Oscar em “La La land”. 

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