O documentário "Right People, Wrong Place" proporcionou-me uma perspectiva inédita sobre Kim Namjoon. Em vez de ver apenas o RM consagrado do BTS, pude enxergar um indivíduo em constante descoberta, um homem em formação, cuja autenticidade me despertou o interesse.
Enquanto muitos espectadores se deixavam levar por reações emocionadas e pela idealização do ídolo, eu observei com o olhar de quem está familiarizada com ambientes de produção e processos criativos. Para mim,
o estúdio e o trabalho meticuloso por trás do álbum e dos clipes eram parte natural do meu universo. Já os fãs, acostumados a venerar cada gesto e traço do ídolo, traziam consigo expectativas que eu, não. Pois eu não o conhecia. Assim, meu foco estava na técnica, na criação e no processo artístico, e não na presença de uma figura consagrada.
Essa postura permitiu-me reconhecer a beleza de um início de trajetória, mesmo diante de incertezas. Notei, inclusive, uma inexperiência, citada por ele mesmo, que, longe de desmerecer sua jornada, o humanizou e evidenciou a coragem de recomeçar como alguém individual. Acompanhar seu processo de autoconhecimento e suas reflexões profundas foi inspirador, embora em alguns momentos uma melancolia se manifestasse, talvez uma certa visão pessimista de Namjoon sobre algumas coisas da vida, uma tonalidade que, talvez, possa se transformar em uma visão mais otimista com o tempo. Assim desejo vê-lo no futuro.
Enquanto muitos se encantavam com detalhes superficiais, como comentários sobre a aparência, o que realmente se destacou para mim foi o Kim Namjoon que se revela, como um homem comum, por meio da arte e da busca interna, e não um ídolo em exposição. Um depoimento de um amigo, ao afirmar "Esse é um lado dele que é novo para mim", sugeriu que ele está em constante transformação ou que, talvez, nunca tenha sido plenamente quem verdadeiramente é. Essa revelação despertou em mim o desejo de explorar ainda mais as músicas do álbum e entender os contextos.
A experiência sensorial evocada por "Come Back to Me" foi marcante, para mim, ressaltando que o álbum demanda uma escuta atenta e um envolvimento singular, não se trata de um trabalho popular, mas de uma obra para aqueles que se dispõem a mergulhar em sua intensidade.
Durante a gravação de um clipe, presenciei uma cena de confronto que evidenciou tanto a energia do ambiente criativo quanto a paixão exacerbada de alguns fãs. Em meio a esse episódio, ficou claro que, independentemente do status, Kim Namjoon é, antes de tudo, um ser humano, sujeito a desafios e em constante evolução, um jovem profissional que ainda está escrevendo sua trajetória. Alguém que está só começando. E há algo bonito nisso. Não o RM, líder do BTS. Não foi quem eu vi ali.
E, talvez, essa tenha sido a intenção dele o tempo todo.
No fim, gostei do que vi e da pessoa que ali se revelou. Fiquei genuinamente interessada em conhecer mais desse Namjoon que, em processo de descoberta, se mostra autêntico e em desenvolvimento.

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